Autopublicação n.º 3425172

Informações Básicas

Código3425172
Cód. de Registro de Informação (e-Sfinge)Não configurado
Publicação
SituaçãoPublicado
EntidadePrefeitura Municipal de Forquilhinha
UsuárioAmanda da Ros Bitencourt
Data e Horário de Publicação24/11/2021 10:07
CategoriaOutras publicações
TítuloPOLÍTICA DE INVESTIMENTO 2022 DO FORQUILHINHAPREV
Arquivo Fonte1637759205_pi_2022_forquilhinhaprev_smi__forquilhinha_1compactado.pdf
Assinatura DigitalJOSE CLAUDIO GONCALVES:55139426900:Icp-Brasil
Conteúdo

Fundo Municipal de Previdência Social dos

Servidores de Forquilhinha - SC

POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

1 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................... 2

2. META DE RENTABILIDADE ................................................................................................................... 4

3. MODELO DE GESTÃO ........................................................................................................................... 5

4. COMPETÊNCIAS DOS RESPONSÁVEIS PELA GESTÃO DOS RECURSOS ..................................................... 5

5. ESTRATÉGIAS DE INVESTIMENTOS E DESINVESTIMENTOS .................................................................... 7

6. LIMITES DE ALOCAÇÃO DOS RECURSOS ............................................................................................. 10

7. SELEÇÃO E PRECIFICAÇÃO DE ATIVOS ................................................................................................ 12

8. GESTÃO DE RISCO .............................................................................................................................. 13

9. ACOMPANHAMENTO DE DESEMPENHO ............................................................................................ 15

10. PLANO DE CONTINGÊNCIA ................................................................................................................. 15

11. POLÍTICA DE TRANSPARÊNCIA ........................................................................................................... 16

12. CREDENCIAMENTO DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS E FUNDOS DE INVESTIMENTOS ......................... 16

13. ABERTURA DAS CARTEIRAS E DO RATING DOS ATIVOS ...................................................................... 17

14. DISPONIBILIZAÇÃO DOS RESULTADOS ............................................................................................... 17

15. CENÁRIO ECONÔMICO ...................................................................................................................... 17

16. DISPOSIÇÕES GERAIS ......................................................................................................................... 21

ANEXO I. LISTA DE RATINGS EM ESCALA NACIONAL DE LONGO PRAZO ....................................................... 23

2 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

1. INTRODUÇÃO

1.1. Atendendo à legislação pertinente aos investimentos dos Regimes Próprios de Previdência Social – RPPS,

o FORQUILHINHAPREV apresenta a versão final de sua Política de Investimentos para o ano de 2022.

1.2. A Política de Investimentos estabelece a forma de gerenciamento dos investimentos e desinvestimentos

dos recursos financeiros. Nela foram inseridas as normas e diretrizes referentes à gestão dos recursos

financeiros do RPPS com base na Resolução CMN Nº 3.922 de 25 de novembro de 2010, alterada pela

Resolução CMN Nº 4.604, de 19 de outubro de 2017, pela Resolução CMN Nº 4.695, de 27 de novembro

de 2018 e pela Portaria MPS 519, de 24 de agosto de 2011 e alterações decorrentes pelas Portarias MPS

nº 170/2012, MPS nº 440/2013, MPS nº 65/2014 e MPS nº 300/2015, levando em consideração os

princípios de risco, segurança, rentabilidade, solvência, liquidez, motivação, adequação à natureza de

suas obrigações e transparência.

1.3. A Política de Investimentos traz em seu contexto principal os limites de alocação em ativos de renda

fixa, renda variável, investimentos estruturados e no exterior, em consonância com a legislação vigente.

Além destes limites, vedações específicas visam dotar os gestores de orientações quanto à alocação dos

recursos financeiros em produtos e ativos adequados ao perfil e às necessidades atuariais, buscando

manter o equilíbrio econômico-financeiro entre o ativo e passivo, do RPPS.

1.4. A Política de Investimentos deve ser elaborada anualmente, podendo ser revista e alterada durante o

decorrer do ano de 2022, conforme entendimento conjunto da Diretoria, Comitê de Investimentos ou

Conselho de Administração. A vigência desta Política de Investimentos compreende o período entre 1º

de janeiro de 2022 e 31 de dezembro de 2022.

1.5. A gestão de uma carteira de investimentos financeiros, por si só, já se trata de uma tarefa complexa,

devido aos inúmeros fatores que estão relacionados ao processo. Independentemente das questões

estruturais que envolvem a tomada de decisão no âmbito doméstico, tais como: Inflação, Taxas de Juros,

PIB, Taxa de Câmbio, as famosas questões macroeconômicas e temos que considerar, questões

geopolíticas e fatores externos cada vez mais presentes e impactantes. Assim sendo, além das questões

já mencionadas, temos uma abordagem temporal sobre essa gestão que precisa ser apreciada. Não

obstante todas as obrigações legais, decorrentes da legislação vigente explicitar e tomar como base o

3 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

ano calendário, sabemos que a gestão de recursos com objetivos previdenciários, deve imperativamente

olhar para um horizonte temporal muito além que um ano civil. Importantes movimentos realizados

pelo legislador, visam alertar e dotar os gestores de informações e ferramentas, que contemplem essa

visão ou esse entendimento. Dessa forma, a PI – Política de Investimentos aprovada tem a ciência e o

objetivo de implantar e preparar a carteira de investimentos do FORQUILHINHAPREV para uma visão

mais adequada aos seus objetivos atuariais de médio e longo prazo, não deixando de estar atento com

as questões de curto prazo. A formulação da Política de Investimentos embora anual, precisa ser

construída de forma adequada aos objetivos, perfil, liquidez necessária, nível de risco aceito e não

menos importante, a realidade do cenário econômico e político previsto. É com essa visão mais

abrangente, que busca a convergência e o alinhamento dos resultados a serem obtidos pela carteira de

investimentos, com as premissas atuariais do RPPS. Dessa forma, diante de todas as considerações

apresentadas e das ações aqui também previstas, a estratégia de alocação resultante da implantação ou

da adequação gradual dos limites propostos visam estarem alinhadas para um período 3 a 5 anos,

incluindo 2022.

1.6. Ao aprovar a Política de Investimentos 2022, será possível identificar principalmente que:

1.6.1. O Comitê de Investimento buscará produtos entre os investimentos disponíveis e de acordo com

a legislação vigente, cujo retorno, dentro do possível, seja compatível com a meta atuarial e com

os limites de riscos apresentados nesta Política de Investimentos.

1.6.2. Os responsáveis pela gestão dos recursos, direta ou indiretamente, terão ciência dos objetivos,

restrições, competências e responsabilidades, acerca dos investimentos;

1.6.3. O processo de investimento é decidido pelo corpo técnico, baseado no “Termo de Análise e

Atestado de Credenciamento” das instituições e na análise dos produtos;

1.6.4. O RPPS seguirá os princípios da ética, boa-fé, lealdade, diligência e da transparência na gestão

dos investimentos, tomando como referência principalmente as diretrizes e normas

estabelecidas nesta Política de Investimentos, na Resolução CMN nº 3.922/2010 e alterações e

na Portaria MPS nº 519/2011 e alterações.

4 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

2. META DE RENTABILIDADE

2.1. O, FORQUILHINHAPREV em conformidade com o inciso III, do artigo 4º, da Resolução 3.922/2010, define

o parâmetro de rentabilidade perseguido, que deverá buscar compatibilidade com o perfil de suas

obrigações e ajustado a realidade de mercado.

Até a aprovação desta Política de Investimentos, foram analisadas as projeções do mercado, para

inflação e taxa básica de juros para o ano de 2022, fundamentadas através relatório FOCUS, do Banco

Central do Brasil, Instituição Fiscal Independente (IFI) e outras instituições financeiras.

EXPECTATIVAS 2022

INPC 4,79%

SELIC MÉDIA 11,00%

JUROS REAL APROXIMADO 5,93%

2.2. Considerando as características e as suas obrigações passivas, o FORQUILHINHAPREV, buscará como

meta de rentabilidade, uma taxa de retorno esperada acrescida de um Índice de Referência.

2.2.1. Taxa de juros retorno esperada (%): Estabelece como meta a taxa de 4,93%, decorrente da

atual Taxa Básica de juros da economia (SELIC), da inflação para 2022 e a necessidade de maior

exposição aos ativos de risco.

2.2.2. Índice de referência: Em linha com suas necessidades atuariais e com base nas projeções de

inflação para 2022, determina-se a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)

ou IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) divulgado pelo IBGE.

META DE RENTABILIDADE 2022

ÍNDICE DE REFERÊNCIA (INPC ou IPCA) 4,79%

TAXA DE JUROS RETORNO ESPERADA 4,93%

RENTABILIDADE ESPERADA 9,96%

5 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

3. MODELO DE GESTÃO

3.1. Para que todas as decisões de investimentos e desinvestimentos sejam tomadas internamente sem

interferência de agentes externos, o FORQUILHINHAPREV adota o modelo de GESTÃO PRÓPRIA, em

conformidade com o inciso I, parágrafo 1º, artigo 15º da Resolução CMN nº 3.922/2010 e alterações e

define que a macroestratégia será elaborada pelos responsáveis pela gestão dos recursos do RPPS,

conforme item 4 desta Política de Investimentos.

4. COMPETÊNCIAS DOS RESPONSÁVEIS PELA GESTÃO DOS

RECURSOS

4.1. Buscando atender ao disposto no parágrafo 6º, do artigo 1º da Resolução CMN nº 3.922/2010, o

FORQUILHINHAPREV define competências de todos os agentes participantes do processo de análise,

avaliação, gerenciamento, assessoramento e decisão sobre os investimentos do RPPS:

4.1.1. Gestor/Diretor/Gerente Financeiro: Executar os investimentos e desinvestimentos com base

na legislação vigente e na Política de Investimentos; em conformidade com as decisões

emanadas do Comitê de Investimentos no processo decisório. Propor e apresentar ao Conselho

de Administração / Administrativo / Deliberativo a Política de Investimentos, com as diretrizes

e formas de gerenciamentos dos investimentos.

4.1.2. Conselho de Administração/Administrativo/Deliberativo: Aprovar a Política de Investimentos,

estabelecendo normas para a aplicação de recursos previdenciários disponíveis, acompanhar e

avaliar a gestão operacional, econômica e financeira dos recursos do RPPS.

4.1.3. Comitê de Investimentos: Participar diretamente do processo decisório de formulação e

execução da Política de Investimentos, na avaliação da conjuntura econômica e na assessoria e

análises do desempenho da carteira de investimentos, produtos e ativos.

4.1.4. Consultoria de Investimentos: Fornecer sistema online, disponibilizando todos os relatórios

oriundos do serviço da consultoria e controladoria prestados, possibilitando a impressão e a

guarda na forma de arquivos digitais, acessado por login e senha. Subsidiar os participantes do

6 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

processo de gestão dos recursos, com cenários macroeconômicos para a tomada de decisão em

relação aos investimentos. Auxiliar na elaboração da PI, na análise de produtos financeiros

quando solicitado, no credenciamento das instituições e dos fundos de investimentos, no

enquadramento das instituições e ativos e avaliação do risco da carteira.

4.1.5. Gestor/Administrador/Distribuidor: São profissionais e agentes participantes do processo de

gestão dos recursos do RPPS, diretamente ou indiretamente, que terão como competência e

responsabilidades:

A. Assegurar que os fundos ofertados e distribuídos estejam aderentes à legislação vigente e

aplicáveis ao segmento;

B. Disponibilizar todo material e informação do fundo como: regulamento, lâminas de

carteiras etc.;

C. Providenciar junto às Instituições Financeiras a documentação necessária ao processo de

credenciamento do RPPS;

D. Montar o processo de cadastro e renovação do RPPS junto aos Administradores e Gestores;

E. Enviar e monitorar as ordens de aplicação e resgates dos clientes;

F. Enviar mensalmente os extratos das aplicações financeiras;

G. Realizar visitas e/ou Conference Call, sempre que solicitado, sobre os assuntos de interesse

do cliente;

H. As atribuições e responsabilidades aqui apontadas coexistem com as estabelecidas pela

legislação existente, sendo que os administradores, gestores e distribuidores de produtos

financeiros ficam incumbidos da responsabilidade de observá-las, concomitantemente a

essas, ainda que não estejam expressamente mencionadas nesse documento.

7 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

5. ESTRATÉGIAS DE INVESTIMENTOS E DESINVESTIMENTOS

5.1. Embora o RPPS busque investimentos que atendam suas necessidades atuariais no longo prazo, os

gestores poderão realizar movimentos com objetivo de obter retorno financeiro de curto prazo,

procurando distorções de preços em excessos de valorização ou desvalorização dos ativos financeiros.

5.2. Na execução dos preceitos estabelecidos nos segmentos de Renda Fixa, Renda Variável, Investimentos

Estruturados e no Exterior, na gestão dos recursos serão adotados critérios para os investimentos e

desinvestimentos, observadas principalmente as seguintes regras:

5.2.1. No processo de investimento, entende-se por novas alocações as aplicações realizadas em

fundos que não compuserem a carteira do RPPS até aquele momento;

5.2.2. Os fundos que possuírem histórico de rentabilidade menor do que 12 (doze) meses poderão

receber recursos, de preferência quando:

A. A rentabilidade do fundo estiver enquadrada nos limites estabelecidos nos segmentos

renda fixa e renda variável;

B. O novo fundo replicar estratégia(s) de gestão de investimentos anteriormente praticadas

pela gestora;

5.2.3. O processo de desinvestimento poderá não ocorrer quando a cota atual do fundo for inferior à

cota de aplicação, a fim de não realizar o prejuízo no investimento.

5.3. As estratégias de investimentos e desinvestimentos poderão ser flexibilizadas nos seguintes casos:

5.3.1. Quando existirem poucos produtos semelhantes entre as instituições credenciadas junto ao

RPPS;

5.3.2. Quando os recursos forem caracterizados como de curto prazo;

5.3.3. Quando os recursos forem referentes à taxa de administração;

5.3.4. A fim de valer-se de distorções nos preços dos ativos que compõem os índices, poderão ser

realizadas estratégias de curto prazo. Contudo, no segmento de renda fixa estas operações

8 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

ocorrerão em fundos da classe IMA ou IDkA. Nas operações de curto prazo não haverá limite

temporal de permanência dos recursos em qualquer dos índices de renda fixa.

5.4. SEGMENTO DE RENDA FIXA – ART. 7º (3.922/2010).

5.4.1. TÍTULOS PÚBLICOS

A. As operações realizadas diretamente numa carteira própria de títulos públicos federais,

deverão ser feitas por meio de plataforma eletrônica, administrada por instituições

autorizadas, conforme a Resolução CMN nº 3.922/2010 e alterações.

B. Os Títulos Públicos Federais adquiridos deverão ser classificados e contabilizados

separadamente, conforme a Portaria SPREV/MF nº 04 de 05 de fevereiro de 2018, por:

• Marcação na curva – Títulos mantidos até o vencimento;

• Marcação a mercado – Títulos para negociação.

5.4.2. FUNDOS DE RENDA FIXA

A. Incisos I, b; I, c e III – Investimento: Para novas alocações a performance em 12 (doze)

meses do fundo poderá ser de no máximo 7% abaixo da performance do índice de

referência do fundo. Desinvestimento: Poderá ocorrer o desinvestimento total dos

recursos investidos quando a rentabilidade acumulada em 12 (doze) meses do fundo for

8% menor do que a rentabilidade do índice de referência do fundo, durante 06 (seis) meses

consecutivos;

B. Incisos IV e VII, b – Investimento: Para novas alocações a performance mínima em 12

(doze) meses poderá ser igual ou superior a 100% ao índice de referência do fundo, quando

sua carteira for composta por ativos de crédito privado, além de outros. Desinvestimento:

Poderá ocorrer o desinvestimento total dos fundos com crédito, quando a rentabilidade

acumulada em doze meses for inferior a 99% do índice de referência do fundo, durante 06

(seis) meses consecutivos.

5.5. SEGMENTO DE RENDA VARIÁVEL E INVESTIMENTOS ESTRUTURADOS – ART. 8º (3.922/2010).

5.5.1. FUNDOS DE RENDA VARIÁVEL

9 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

A. Incisos I e II – Nos fundos de renda variável as estratégias de investimentos e

desinvestimentos estarão diretamente ligadas às análises dos fundos e ao cenário

econômico no momento da tomada de decisão. Desta forma, entende-se que pela

particularidade de cada produto, qualquer regra estabelecida poderá prejudicar as

estratégias de longo prazo do RPPS. Neste sentido, não haverá diretriz estabelecida para

resgates e aplicações em fundos de renda variável, ficando a Diretoria/Comitê de

Investimentos responsáveis pela conduta dos processos de investimentos e

desinvestimentos, observando os limites da Resolução CMN nº 3.922/2010 e alterações,

além dos limites estipulados nesta Política de Investimentos;

5.5.2. FUNDOS MULTIMERCADOS - CDI

A. Inciso III – Investimentos: Para novas alocações em fundos multimercados a performance

mínima em 12 (doze) meses de preferência será igual ou superior a 100% do índice de

referência do fundo. Desinvestimento: Os fundos multimercados cuja rentabilidade em 12

(doze) meses for abaixo do índice de referência do fundo por 06 (seis) meses consecutivos

poderão ter sua posição reduzida em 100%.

5.5.3. FUNDOS IMOBILIÁRIOS E FUNDOS DE PARTICIPAÇÕES

A. Inciso IV, a; IV, b – Nos FII (Fundos de Investimentos Imobiliários) e nos FIP (Fundos de

Investimentos em Participações), a fim de conhecer em detalhes a estrutura do produto,

deverá ser realizada análise criteriosa, evidenciando a formatação de sua estrutura, foco

setorial dos ativos que o compõem, a liquidez, e demais riscos pertinentes ao segmento de

ativos estruturados. Havendo necessidade, poderá ser realizado processo de Due Diligence

presencial.

i. Em relação aos FIP (Fundos de Investimentos em Participações), será feita uma

avaliação se o produto atende todas as exigências previstas no parágrafo 5º, do

inciso IV, do artigo 8º da Resolução CMN nº 3.922/2010 e alterações.

ii. Para os FII (Fundos de Investimentos Imobiliário), será necessário ter suas cotas

negociadas nos pregões de bolsa de valores.

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INVESTIMENTOS 2022

6. LIMITES DE ALOCAÇÃO DOS RECURSOS

6.1. A Resolução CMN nº 3.922/2010 e alterações, estabelece que os recursos em moeda corrente podem

ser alocados, exclusivamente, nos segmentos de: Renda Fixa, Renda Variável, Investimentos

Estruturados e no Exterior. Diante das características de suas obrigações, seus objetivos, o grau de

maturação e o cenário macroeconômico esperado, a PI define os seguintes limites para os

investimentos: considerando ainda, a adesão ao nível Geral do FORQUILHINHAPREV ao Pro-Gestão.

11 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

LIMITE DE ALOCAÇÃO DOS RECURSOS RESOLUÇÃO 3.922/2010

LIMITE INFERIOR

ESTRATÉGIA ALVO

LIMITE SUPERIOR

ARTIGO 7º - RENDA FIXA 100% 0% 68,5% 100%

TÍTULOS PÚBLICOS DE EMISSÃO DO TN - ART. 7º, I, A 100% 0% 10,0% 100%

FI 100% TÍTULOS TN - ART. 7º, I, B 100% 0% 38,0% 100%

ETF - 100% TÍTULOS PÚBLICOS - ART. 7º, I, C 100% 0% 0,5% 100%

OPERAÇÕES COMPROMISSADAS - ART. 7º, II 5% 0% 0,0% 5%

FI RENDA FIXA "REFERENCIADO" - ART. 7º, III, A 60% 0% 3,0% 60%

ETF - RENDA FIXA "REFERENCIADO" - ART. 7º, III, B 60% 0% 0,5% 60%

FI RENDA FIXA – GERAL - ART. 7º, IV, A 40% 0% 11,5% 40%

ETF - DEMAIS INDICADORES DE RF - ART. 7º, IV, B 40% 0% 0,5% 40%

LETRAS IMOBILIÁRIAS GARANTIDAS - ART. 7º, V, B 20% 0% 0,0% 20%

CDB - CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO - ART. 7º, VI, A 15% 0% 0,0% 15%

POUPANÇA - ART. 7º, VI, B 15% 0% 0,0% 15%

FI EM DIREITOS CREDITÓRIOS - COTA SÊNIOR - ART. 7º, VII, A 5% 0% 0,5% 5%

FI RENDA FIXA "CRÉDITO PRIVADO" - ART. 7º, VII, B 5% 0% 3,5% 5%

FI DEBÊNTURES DE INFRAESTRUTURA - ART. 7º, VII, C 5% 0% 0,5% 5%

ARTIGO 8º - RENDA VARIÁVEL E INVESTIMENTOS ESTRUTURADOS

30% 0% 21,5% 30%

FI DE AÇÕES - ÍNDICES C/ NO MÍNIMO 50) - ART. 8º, I, A 30% 0% 1,0% 30%

ETF - ÍNDICE DE AÇÕES (C/ NO MÍNIMO 50) - ART. 8º, I, B 30% 0% 2,5% 30%

FI DE AÇÕES – GERAL - ART. 8º, II, A 20% 0% 13,0% 20%

ETF - DEMAIS ÍNDICES DE AÇÕES - ART. 8º, II, B 20% 0% 0,0% 20%

FI MULTIMERCADO – ABERTO - ART. 8º, III 10% 0% 3,5% 10%

FI EM PARTICIPAÇÕES - ART. 8º, IV, A 5% 0% 0,5% 5%

FI IMOBILIÁRIOS - ART. 8º, IV, B 5% 0% 0,5% 5%

FI “AÇÕES - MERCADO DE ACESSO” - ART. 8º, IV, C 5% 0% 0,5% 5%

ARTIGO 9º - INVESTIMENTOS NO EXTERIOR 10% 0% 10,0% 10%

FUNDO DE RENDA FIXA - DÍVIDA EXTERNA - ART. 9º-A, I 10% 0% 1,0% 10%

FI - SUFIXO INVESTIMENTO NO EXTERIOR - ART. 9º-A, II 10% 0% 4,5% 10%

FI DE AÇÕES – BDR NÍVEL 1 - ART. 9º-A, III 10% 0% 4,5% 10%

12 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

6.2. A Estratégia Alvo do FORQUILHINHAPREV está alinhada com a expectativa de um ambiente de muitas

incertezas previstas para o ano de 2022. As eleições majoritárias no Brasil, a necessidade de propor e

apreciar agendas econômicas, políticas e sociais, encontram cada vez mais dificuldades de serem

apreciadas. Não é esperado para o próximo ano, um cenário de altíssimo stress (tanto interno ou

externo), como o ocorrido com o surgimento do COVID-19. Para o ano de 2022, uma combinação de

inflação, cenário eleitoral conturbado, desemprego e retomada ainda lenta das atividades deve manter

os investidores atentos. O total aplicado em cada inciso e alínea deverão respeitar os seguintes limites

no somatório:

ENQUADRAMENTO LIMITE SOMATÓRIO

ART. 7º, III, A ART. 7º, III, B

60%

ART. 7º, IV A ART. 7º, IV B

40%

ART. 7º, VI A ART. 7º, VI B

15%

ART. 8º 30%

ART. 9º 10%

7. SELEÇÃO E PRECIFICAÇÃO DE ATIVOS

7.1. A seleção dos produtos para avaliação no Comitê de Investimento é de competência da Diretoria do

FORQUILHINHAPREV. Para tanto, deverá ser elaborado relatório técnico, contemplando as exigências

principais do credenciamento de fundos, divulgadas pela Secretaria da Previdência. Ainda, deverão ser

observados os itens abaixo:

7.1.1. O parecer completo emitido deverá conter no mínimo os seguintes critérios de avaliação:

A. Análise das medidas de risco;

B. Análise dos índices de performance;

C. Análise de índices de eficiência;

13 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

D. Análise do regulamento evidenciando as características, natureza, enquadramento do

produto e do relatório de agência de risco (se houver);

E. Análise da carteira do fundo com relação à carteira do benchmark. Quando se tratar de

ativos de créditos, verificar a concentração por emissor, notas de risco dos ativos e

vencimento dos títulos;

F. Informações claras que permitam a identificação dos fatores positivos e negativos do

investimento, quando se tratar de FIP, FII e FIDC. As informações servirão de apoio à

decisão acerca das alocações por parte do Comitê de Investimento.

G. Enquadramento.

7.2. A precificação dos ativos que trata o inciso V, do Art. 4° da Resolução CMN nº 3.922/2010 e alterações,

será efetuada com base nas informações divulgadas pelos órgãos responsáveis, tais como B3, CVM e

ANBIMA.

8. GESTÃO DE RISCO

8.1. O FORQUILHINHAPREV atendendo ao previsto no inciso VI, artigo 4º da Resolução CMN nº 3.922/2010

e alterações, estabelece em sua Política de Investimentos regras que permitam identificar, mensurar e

controlar os principais riscos aos quais os investimentos estão expostos, entre eles: risco de mercado,

de crédito e liquidez. Abaixo apresentamos os critérios que serão utilizadas para a gestão de riscos da

carteira do RPPS:

8.1.1. RISCO DE MERCADO

A. Volatilidade Anualizada: é o Desvio Padrão dos retornos de um ativo. Dessa forma, a

volatilidade mede o quanto os retornos diários se afastam do retorno médio do período

analisado. Assim sendo, uma Volatilidade alta representa maior risco, visto que os preços

do ativo tendem a se afastar mais de seu valor médio.

14 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

B. Value at Risk - VaR: sintetiza a maior perda esperada para a carteira no intervalo de um dia.

Seu cálculo baseia-se na média e no desvio padrão dos retornos diários da Carteira, e supõe

que estes seguem uma distribuição normal.

C. O controle de risco de mercado da carteira deverá ser feito de acordo com os seguintes

parâmetros, analisando os últimos 12 meses:

8.1.2. RISCO DE CRÉDITO

A. Os ativos de crédito privado que compõem a carteira de investimento e seus respectivos

emissores devem ser considerados de baixo risco de crédito, preferencialmente, com

classificação mínima (BBB) por agência classificadora de risco estrangeira (vide anexo I).

B. Em relação aos investimentos enquadrados no Art. 7º, VII, “a” - FIDC - Cota sênior,

preferencialmente, com classificação mínima (A) por agência classificadora de risco

estrangeira (vide anexo I).

8.1.3. RISCO DE LIQUIDEZ

A. Considerando a característica dos investimentos do RPPS, o risco de liquidez a ser mitigado

é a possibilidade de indisponibilidade de recursos para pagamento das obrigações futuras.

Levando-se em consideração a posição atual e os fluxos futuros, fica estabelecido que o

limite mínimo de liquidez para a carteira de investimentos será de 30% do patrimônio

líquido com prazo menor de 90 dias.

8.1.4. STRESS TEST

A. Buscando complemento na avaliação do cenário de risco, ao qual a carteira está exposta,

deverá ser aplicado um Stress Test para estimar a perda que o RPPS incorreria em um

cenário de forte estresse no mercado.

MÁXIMO VOL 9% VAR 12%

15 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

9. ACOMPANHAMENTO DE DESEMPENHO

9.1. Avaliar o resultado de uma carteira não consiste apenas em comparar o resultado obtido com seus

ativos. Além de avaliar o retorno, e as métricas de risco acima mencionadas, também devemos olhar

as medidas de desempenho. O FORQUILHINHAPREV fará o acompanhamento mensal das seguintes

métricas de desempenho:

9.1.1. Beta - Avalia a sensibilidade da carteira em relação ao risco do mercado como um todo,

representado pelo Índice Ibovespa. Calculando o Beta da carteira, tem-se uma estimativa da

sua exposição ao total desse risco.

9.1.2. Sharpe - Quantifica a relação entre a Volatilidade da carteira e seu retorno excedente a um

ativo livre de risco. Assim, esse indicador aponta o percentual de rentabilidade que a carteira

teve acima do ativo livre de risco, devido à sua maior exposição ao risco do mercado.

9.1.3. Tracking Error - Mensura o quão aderente a carteira é ao seu benchmark.

9.1.4. Treynor - Similar ao Sharpe, porém, utiliza o risco do mercado (Beta) no cálculo em vez da

Volatilidade da carteira. Valores negativos indicam que a carteira teve rentabilidade menor do

que a alcançada pelo mercado.

10. PLANO DE CONTINGÊNCIA

10.1. O FORQUILHINHAPREV estabelece que poderá adotar os procedimentos abaixo relacionados,

visando readequar a carteira de investimento a legislação e normas desta Política de Investimentos:

10.1.1. Descumprimento dos limites e requisitos da legislação vigente ou da Política de Investimentos:

Será efetuada a regularização logo após identificação do descumprimento à legislação vigente,

com movimentações dos recursos, observando o estabelecido nos itens 5 – Estratégias de

Investimentos e Desinvestimento, visando evitar perda de rentabilidade ou exposição

desnecessária a qualquer tipo de risco.

16 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

10.1.2. Excessiva exposição a riscos ou de potenciais perdas dos recursos: Caso os responsáveis pela

gestão dos recursos do RPPS percebam a existência de fatores que possam aumentar a

exposição do risco de mercado, de crédito e de liquidez, com potencial perda de recursos da

carteira, será efetuada uma análise da carteira em reunião com os responsáveis diretos pelos

investimentos do RPPS para avaliação do ajuste necessário.

10.1.3. Ultrapassado os limites de VOL e VAR: O gestor de recursos do RPPS deve convocar o Comitê,

em até 5 dias úteis da divulgação do último relatório, para definição das medidas necessárias

para sanar o desenquadramento do risco estipulado. Deve, também, seguir analisando nos

meses seguinte os resultados de risco em 12 meses, frente aos eventos políticos/econômicos

enfrentados, evitando assim decisões precipitadas.

11. POLÍTICA DE TRANSPARÊNCIA

11.1. O FORQUILHINHAPREV busca, através da sua Política de Investimentos, estabelecer critérios de

transparência e governança em seus processos internos de investimentos. Desta forma, foram

definidos métodos para o processo de credenciamento das instituições financeiras e os produtos por

ela ofertados, criadas rotinas periódicas de envio das informações destas instituições e dos produtos

que receberam recursos deste RPPS e normas para divulgação dos resultados.

11.2. A diretoria realizará reuniões com os participantes envolvidos no processo de gestão do RPPS, com o

objetivo de avaliar a performance das aplicações financeiras, discutir eventuais alternativas de novos

investimentos e mudanças de cenário econômico. Para isso, poderão ser chamados os gestores e

representantes das instituições onde os recursos estão alocados.

12. CREDENCIAMENTO DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS E FUNDOS

DE INVESTIMENTOS

12.1. Seguindo o artigo 6º-E da Portaria MPS nº 519/2011 e a Resolução CMN nº 3.922/2010 e suas

alterações, serão adotados como base os 3 modelos de Termo de Análise de Credenciamento,

preenchidos através de avaliação do Questionário Due Diligence da ANBIMA (QDD Anbima).

17 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

13. ABERTURA DAS CARTEIRAS E DO RATING DOS ATIVOS

13.1. As instituições credenciadas, das quais o RPPS adquirir cotas de fundos - independentemente do

segmento, deverão remeter as carteiras de investimentos de forma aberta, no mínimo mensalmente,

onde deverá ser possível examinar ao menos o nome dos ativos, seus vencimentos, taxas de

negociação, o valor de mercado, bem como a participação na carteira do fundo. Ainda em relação à

composição das carteiras, mensalmente, as instituições credenciadas remeterão ao RPPS arquivo no

formato XML para que o risco da carteira possa ser apurado.

14. DISPONIBILIZAÇÃO DOS RESULTADOS

14.1. Além das informações com divulgação obrigatória disciplinada pela portaria MPS 519/2011 e suas

atualizações, é de competência da Diretoria do RPPS disponibilizar em sítio eletrônico ou por meio

físico um relatório sintético que permita ao ente e aos servidores acompanhar os investimentos.

15. CENÁRIO ECONÔMICO

15.1. CENÁRIO ECONÔMICO EXTERNO

15.1.1. ESTADOS UNIDOS – Os Estados Unidos começaram o ano de 2021 de maneira conturbada, com

o cenário político estressado até a posse do atual presidente, Joe Biden, em fevereiro. No final

do ano anterior, o governo estadunidense já começara seu processo de vacinação contra a

covid-19, processo que ganhou força ao longo do primeiro semestre de 2021, com o país

chegando rapidamente ao nível de 50% da população completamente imunizada. A partir desse

ponto, começaram as dificuldades para o processo de vacinação do país, devido a resistências

à vacina por parte significativa da população. Com o surgimento da variante delta do

coronavírus, o menor índice de vacinação começou a apresentar seus efeitos negativos sobre a

economia, contribuindo para desaceleração da retomada econômica local a partir do segundo

semestre, depois de um primeiro semestre de crescimento acelerado. Além disso, gargalos de

oferta, que abrangem a crise energética que o mundo enfrenta atualmente, aliados a um

aumento da demanda pós reabertura econômica criaram consideráveis empecilhos para a

18 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

atividade local, pressionando também o nível de preços da economia. A perspectiva de

continuidade desse cenário ao entrar 2022 faz com que o crescimento esperado para esse ano

seja menor do que o projetado para 2021. Ainda, a ameaça de novos aumentos no número de

casos de covid-19 devido à baixa adesão de parte da população do país à vacina pode causar

ainda mais dificuldades ao desempenho da economia local no período. O Federal Reserve,

banco central do país, deve começar a retirar alguns estímulos monetários já a partir do final

de 2021, com uma redução gradual de seu programa de compra de títulos ao longo do primeiro

semestre de 2022, diminuindo também os estímulos monetários à economia local. Em relação

à taxa de juros do país, espera-se que ela volte a subir apenas próximo do final do ano ou em

2023, tendo influência mínima sobre a economia local no período.

15.1.2. ZONA DO EURO – O continente europeu, um dos locais mais afetados pela pandemia,

apresentou recuperação desigual ao longo de 2021, com algumas economias compensando

totalmente as quedas observadas em 2020, enquanto outras apresentam apenas recuperação

parcial. Embora o processo de vacinação contra a covid-19 tenha sido majoritariamente bem-

sucedido nos países europeus, a variante delta continua a ser uma ameaça ao crescimento

econômico, e deve continuar contribuindo para incertezas sobre a economia local até meados

de 2022. Com um pouco mais de influência, a crise energética global, que na Europa advém

principalmente de escassez de gás natural, também deve ser um empecilho para a economia

da zona do euro no ano, assim como a falta de outros insumos que também contribuem para

gargalos no setor produtivo da região. A inflação também continuará a ser uma preocupação

no continente, em virtude da crise de energia e de reajustes salariais que poderão ocorrer para

compensar a alta já registrada no nível de preços local. Dessa forma, é projetado para a região

um crescimento econômico menor em 2022 do que o esperado para o ano imediatamente

anterior, mas que ainda assim deve levar a economia europeia aos patamares pré pandemia.

Em relação a política monetária, o Banco Central Europeu também deve iniciar o processo de

redução de seu programa de compra de títulos em 2021, com conclusão em meados do ano

seguinte. Já a taxa de juros da zona do euro deve continuar no patamar atual ao longo de todo

o período, favorecendo o cenário econômico local.

19 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

15.1.3. CHINA - A economia chinesa entrará em 2022 com mais dificuldades do que enfrentava no início

de 2021, após dar sinais fortes de desaceleração no segundo semestre desse ano. O controle

eficiente de novos focos de contágio pelo coronavírus contribuiu para um desempenho mais

robusto da economia do país no primeiro semestre de 2021, e deve contribuir para que

variantes do patógeno não afetem significativamente o crescimento de 2022. O cenário de crise

energética, por outro lado, tem potencial de ser um forte freio para a economia local no ano,

dado que ela já afeta a produção do país. A dependência do carvão pela matriz energética

chinesa faz com que esse insumo seja o único capaz de manter a produção de energia elétrica

da China em níveis que atendam a demanda de maneira satisfatória. Assim, a redução de

importações de carvão de outros países e a inundação de minas dentro de seu território elevam

o risco de racionamento e apagões temporários em diversas regiões, reduzindo seu

crescimento esperado para 2022.

15.2. CENÁRIO ECONÔMICO INTERNO

15.2.1. BRASIL – 2021 foi um ano difícil para os mercados brasileiros, embora a economia e

indicadores relacionados tenham desempenhado de maneira mais favorável do que se

antecipava, com exceção da inflação. A continuidade de atritos entre os poderes, com

agravamento das tensões políticas ao longo do ano e incertezas sobre o cenário fiscal de 2022

foram os principais motores para um desempenho mais fraco dos mercados tanto de renda fixa

quanto de renda variável. Por outro lado, o crescimento esperado para o Produto Interno Bruto

(PIB) em 2021 é superior ao que se antecipava no início do ano, e dados fiscais indicam uma

situação mais favorável para as contas públicas no período, fatores que deram certo suporte aos

ativos durante o ano, ainda que insuficiente para compensar a deterioração nas expectativas

para o ano seguinte.

No início de 2021, o processo de vacinação contra a covid-19 começou de forma lenta no Brasil,

e o contágio pelo coronavírus seguiu em patamares elevados. A situação começou a mudar a

partir de julho, quando a aceleração na imunização da população passou a contribuir para uma

considerável redução no número de novos casos da doença, proporcionando um ambiente mais

favorável para a economia. Entretanto, essa melhora foi acompanhada de um agravamento da

20 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

crise hídrica no Brasil, que reduziu fortemente a produção de energia elétrica do país,

contribuindo para um menor otimismo com a retomada da economia brasileira. Ao longo do ano,

a atividade econômica apresentou significativa flutuação, mas com tendência geral de melhora.

Para 2022, a expectativa é de um desempenho da atividade bastante inferior ao observado em

2021, devido a fatores de risco como a continuidade da crise hídrica, inflação, cenário externo

menos favorável e política monetária contracionista, além de outras fontes de incerteza

provenientes de um cenário fiscal mais pessimista. É esperado que o PIB do Brasil cresça

aproximadamente 5% em 2021, voltando ao patamar de 2019, mas que seu aumento seja de

apenas 1,5% no ano seguinte.

A taxa de desemprego, que começou a apresentar leve redução em 2021, deve seguir diminuindo

a um ritmo lento em 2022, devido tanto ao desempenho mais fraco da economia, quanto à

rigidez própria do mercado de trabalho brasileiro. Ao final do ano de 2022, a expectativa é de

que a taxa de desemprego não alcance o patamar observado antes da pandemia, mantendo-se

ainda elevada se comparada com aquele nível.

Em 2022, novamente um dos principais desafios da economia brasileira virá do ambiente fiscal.

Apesar de déficits primários do setor público ao longo de 2021 menores do que se antecipava,

algo que proporcionou certo alívio às contas públicas e redução da dívida bruta como percentual

do PIB, o cenário fiscal deve continuar estressado em 2022, com a introdução de possíveis

mudanças sobre as regras de pagamento dos precatórios, dado o volume muito maior dessas

obrigações do que se antecipava para o período, além do estabelecimento do Auxílio Brasil, nova

versão do Bolsa Família que terá maior custo aos cofres públicos, e reajuste de despesas

obrigatórias a partir de um índice de inflação mais elevado. Todos esses fatores, aliados ao

ambiente de eleições federais e estaduais, que geram incentivos para aumentos de gastos pelo

governo, e possíveis mudanças também nas regras que regem o teto de gastos, aumentam

significativamente as chances de uma deterioração considerável do arcabouço fiscal brasileiro, o

que traria grandes problemas para a economia e para os mercados.

A inflação é outro ponto que deverá continuar exigindo a atenção dos mercados em 2022.

Espera-se que o IPCA termine o ano de 2021 em níveis bastante elevados, registrando alta de

21 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

8,5% no acumulado do período. A continuidade da crise hídrica, o estresse fiscal e uma possível

inércia inflacionária fazem com que os mercados já projetem inflação acima da meta de 3,5% em

2022, o que provoca reação mais contundente do Banco Central (BC) já em 2021 e pode fazer

com que a autoridade monetária continue seu movimento de alta da taxa Selic no início do ano

seguinte. O processo de normalização da taxa de juros brasileira começou próximo da metade

de 2021, e se acelerou ao longo do segundo semestre, com aumentos subsequentes de 1 ponto

percentual na taxa Selic sendo feitos a cada reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) a

partir de agosto. Com a visão explicitada pelo BC de que o ritmo corrente do aumento da taxa de

juros estava adequado para cumprimento de seus objetivos e considerando uma possível

deterioração fiscal ainda em 2021, a expectativa é de que a taxa Selic termine esse ano em pelo

menos 8,25%, com novos aumentos podendo ocorrer nas primeiras reuniões de 2022 a depender

da progressão da inflação e dos riscos atrelados ao cenário fiscal.

O ambiente externo deve ficar menos favorável ao Brasil em 2022, dadas todas as dificuldades

que as economias mundiais deverão enfrentar ao longo do período, com destaque para as

causadas pela crise energética global. Por outro lado, a manutenção das taxas de juros de países

desenvolvidos em patamares próximos de zero pela maior parte do período pode beneficiar os

mercados brasileiros, caso não haja maior deterioração no cenário fiscal doméstico. Juntando-se

a isso, os fatores internos explicitados anteriormente também devem contribuir para tornar o

cenário mais desafiador para os investimentos ao longo de 2022.

16. DISPOSIÇÕES GERAIS

16.1. A presente Política de Investimentos foi elaborada e planejada para orientar as aplicações de

investimentos para o exercício de 2022, considerando as projeções macro e microeconômicas no

intervalo de 12 (doze) meses. As revisões extraordinárias, quando houver necessidade de ajustes

perante o comportamento/conjuntura do mercado e/ou alteração da legislação, deverão ser

justificadas, aprovadas e publicadas. Caso aconteça alteração na legislação vigente, o RPPS passará a

adotar em sua Política de Investimentos as novas diretrizes sem que necessariamente seja alterado

o texto desta Política de Investimentos. Contudo, os pontos que permanecerem semelhantes, ou os

itens não citados na legislação, mas que fazem parte desta Política de Investimentos e servem como

22 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

trava de segurança, (a exemplo, vedações e regras de investimentos) deverão permanecer

inalterados.

16.2. As estratégias macro, definidas nesta Política de Investimentos, deverão ser integralmente seguidas

pelo Comitê de Investimentos que, de acordo com critérios técnicos, estabelecerá as diretrizes de

alocação específicas, de curto e médio prazo, para a obtenção da meta atuarial. A Política de

Investimentos do FORQUILHINHAPREV foi devidamente aprovada pelo Conselho de Administração

em 18 de novembro de 2021, Ata nº 19/2021.

23 POLÍTICA DE

INVESTIMENTOS 2022

ANEXO I. LISTA DE RATINGS EM ESCALA NACIONAL DE LONGO

PRAZO

MOODY'S STANDARD &

POOR'S FITCH RATINGS SIGNIFICADO

Aaa.br AAA AAA RISCO BAIXÍSSIMO. O EMISSOR É CONFIÁVEL.

Aa AA AA ALTA QUALIDADE, COM PEQUENO AUMENTO DE

RISCO NO LONGO PRAZO.

A A A ENTRE ALTA E MÉDIA QUALIDADE, MAS COM

VULNERABILIDADE ÀS MUDANÇAS DAS

CONDIÇÕES ECONÔMICAS.

Baa BBB BBB MÉDIA QUALIDADE, MAS COM INCERTEZAS NO

LONGO PRAZO.

Ba BB BB QUALIDADE MODERADA, MAS NÃO

TOTALMENTE SEGURO.

B B B CAPACIDADE DE PAGAMENTO ATUAL, MAS COM

RISCO DE INADIMPLÊNCIA NO FUTURO.

Caa CCC CCC BAIXA QUALIDADE COM REAL POSSIBILIDADE DE

INADIMPLÊNCIA.

Ca CC - QUALIDADE ESPECULATIVA E COM HISTÓRICO

DE INADIMPLÊNCIA.

C C - BAIXA QUALIDADE COM BAIXA POSSIBILIDADE

DE PAGAMENTO.

- D DDD

INADIMPLENTE DEFAULT. DD D